apresentação
o nome o código o objetivo sobre
o projeto licença de uso

bomba atomica em Hiroshima
embalagem do chiclet Juicy fruit
ovelha Dolly
muro de Berlin antes e depois, 1999
ataque terrorista ao WTC, EUA
Presidente Bush, EUA, após o ataque
Pato Donald
guerra porta-avião estadunidense
guerra
1968
iraque
kosovo
orc- fantasias violentas
Habitações populares sobre a Reserva da Cantareira, São Paulo
gabinete do Lula, foto após a primeira posse
enchentes em São Paulo, 1999
beijo
apresentação
Este site nasce de uma motivação
poética, investigativa e didática, mas
também inconformado com o atual estado bárbaro do que chamamos
civilização, ao mesmo tempo que apaixonado pela vida e pela esperança.
O site está em uma fase ainda inicial de construção. O objetivo é
subsidiar elementos para discussão e compreensão da cultura
contemporânea. Abro assim as anotações de pesquisa, organizando-as em
processo, deixando ver as inquietações que justificam a investigação
intelectual e existencial por processos e ações mais solidários, de
alegria e paz.
Recuperar nossa memória e a memória social fortemente midiática e
mediada pelas instituições, observar esses eventos que vão povoando
nosso cotidiano em seu processo histórico, tanto pode nos mostrar a
velocidade das transformações tecnológicas, quanto certas permanências
que atravessam esses processos, indicando que não se trata nem de
cortes abruptos nem de polarizações dicotômicas. A lembrança, a
memória, a história, o sentido do devir, a noção de aqui e agora, são
formas distintas, fluídas, interpenetrantes, não excludentes, de
elaborar a temporalidade de nossa existência.
Nossa existência significa estar imerso nessas possibilidades (não na
informação ou no dado), e recuperar em um mundo marcado pela noção de
progresso, de urgência, de imediato, as diversas durações e dimensões
do tempo-espaço. É explorar a significação rica e contraditória de
nosso estar aqui-agora em seu processo mais imediato ou mais longínquo,
um agir presente em todas essas temporalidades e espacialidades.
Não e possível pensar essa existência estando sós, senão
momentaneamente, pois estamos amalgamados em nossa subjetividade, em
nossas expressões, desejos, ações, de modo que o mundo é essencialmente
um fato coletivo tanto quanto o é subjetivo ou individual. O mundo o é
porque existimos nele, com outros que nos acompanham, nos antecederam,
nos sucederão, aos quais nossa jornada está indissociavelmente ligada,
como está ligada a este planeta. Sendo assim, podemos não só pensar o
que ele é, e como chegou a ser, mas o que esperamos como vir a ser.
Este é o entendimento de que as coisas estão se transformando, e se
assim é, é plenamente factível pensarmos e atuarmos numa direção justa
e solidária, e criar a nossa contribuição efetiva, livre, autêntica,
para sua construção. Neste sentido, partilho um trecho que está entre
os mais belos que já li:
"O meu conceito de
arquitetura está na união e colaboração das artes, de modo que cada
coisa esteja subordinada às outras e com essas em plena harmonia e,
quando uso essa palavra, esse será o significado, não um mais restrito.
É uma concepção ampla, porque abraça o inteiro ambiente da vida humana:
não podemos nos subtrair da arquitetura enquanto somos parte da
civilização, pois que representa o conjunto de modificações sobre a
superfície terrestre, em vista das necessidades humanas. Nem podemos
confiar nossos interesses a uma elite de homens preparados, pedindo a
eles que investiguem, descubram e criem o ambiente destinado a nos
hospedar, para depois nos admirarmos perante a obra pronta,
apreendendo-a como coisa acabada. Isso cabe a nós mesmos; a cada um de
nós cabe empenhar-se no controle e na proteção da orientação justa da
paisagem terrestre, cada um com seu espírito e suas mãos, na parte que
lhe cabe, para evitar que deixemos a nossos filhos um tesouro menor do
que aquele que nos foi deixado por nossos pais" Willian Morris,
conferência no London Institution, 1882.
Citado por Miranda Magnoli (1987a:01), no italiano,
a partir de verbete de Leonardo Benevolo na Enciclopedia del Novecento
vol I (1976) e em português em Magnoli 1994a).
É nesse sentido que pretende-se:
discutir a cultura
contemporânea, os compromissos que representa, as práticas que
possibilita, os valores sobre os quais se contrói, as heranças que
mobiliza na trasnformação de seus mundos e de seus espaços.
contribuir para uma perspectiva crítica e transformadora do
comportamento. Discute formas de lidar e representar o corpo,
transformações na sociabilidade, na paisagem e na natureza sob o
impacto da tecnologia e as perspectivas das ações coletivas. As
questões da sensibilidade, da convivência, dos valores, não estão
desvinculados do mundo em que existem. Ou seja, não são estranhos aos
processos de produção da sociedade e de seu espaço. De modo que muitos
temas irão se colocando e resignificando o material já pensado.
O conhecimento não é entendido como uma via livresca, por importantes
que sejam os autores disponíveis, mas como pensamento crítico e
comunicativo, vinculado à experiência por uma via existencial, na qual
os procedimentos acadêmicos podem tornar-se significativos e não o
contrário.
Estamos abertos e agradecemos correções, sugestões ou material que
contribua para o espírito pretendido por este site.
o nome
O nome do projeto foi elaborado a partir da construção de um conjunto
de significados representados através de um código de barras (UPC/EAN:
Universal Product Code-UPC; European Article Numbering System-EAN).
Está formado por anos emblemáticos para uma série de eventos
importantes para as discussões que se pretende encaminhar. Não se quer
dizer que estes eventos mencionados, e não outros, sejam mais
representativos para este projeto, são apenas uma indicação.
A escolha de um ambiente virtual e de um código de barras para
organizar esta investigação, coloca em evidência a intenção de se
discutir os impactos das tecnologias e do consumo nos valores que se
vão construindo, ao se construir este "tempo". Trata-se da intenção de
estabelecer uma interface comunicativa em seu processo de construção,
ao invés de se apresentar como produto. Nisso se propõe um problema de
linguagem, tanto no sentido de organizar o
pensamento-percurso-narrativa do pesquisador, quanto de expor em alguma
medida esse processo a outras participações e possibilidades.
A opção pela terminação .bio, coloca como discussão pretendida o
domínio da vida e da existência (e, portanto, da natureza). Indica
também que se reconhece em escalas inteiramente novas e imprevisíveis,
problemáticas. Com isso se pretende sugerir tanto sua excepcionalidade,
quanto o jogo de poder, desejo e ambição que se estabelece, na base de
um drama ético e social.
Por outro lado, confia-se que os visitantes do projeto, desvendando
para além desse código proposto um conjunto complexo de relações,
nexos, contradições aninhadas em nossas práticas, saberão discernir que
as questões abrangidas pelo projeto não podem ser abarcadas por esse
código. Assim, a teia de significados tecida a partir do código
sugerido lhe confere sentido crítico. Sua significação está em sua
superação enquanto prática e valor. Daí uma série de recursos da
memória, da poética, da experiência direta ou da crítica, que só podem
ser indicadas por essa operação a partir de sua negativa.
o código de barras da cultura
Os eventos destacados para compor o código, e que devem expressar
vários dos aspetos que se deseja indagar, estão listados abaixo. Os
eventos da história nacional brasileira não foram incluídos na
constituição desse código, em um primeiro momento... Aos poucos, será
disponibilizado um arrazoado expandido sobre esses eventos que serão
acessíveis gradualmente através dos anos respectivos. Uma teia de links
e caminhos tende a se estabelecer pelo site, possibilitando através
dessas conexões percursos diversos.
1945: destruição por bombas
nucleares de Hiroshima e Nagasaki
1955: aos dez anos da destruição de Hiroshima e Nagasaki foi criado o
parque temático Disneylândia na Califórnia por Walt Disney. Ray Kroc
fundou a McDonald's Systems, Inc..
1957: publicação de On The Road, escrito em 1951 por Jack Kerouac.
Lançamento do primeiro satélite humano: o Sputnik, pela URSS.
1968: Maio de 68. Primavera de Praga e invasão soviética.
1969: Festival de Música e Artes de Woodstock. Easy Rider. Um ser
humano caminha na superfície lunar (missão Apolo 11).
1971: WEF-World Economic Fórum, fundado por Klaus M. Schwab, que se
reúne anualmente em Davos, Suíça.
1972: Declaração de Estocolmo, aprovada durante a Conferência das
Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em paralelo à crise do
Petróleo.
1974: Primeira compra de um produto com código de barras.
1977: movimentos por redemocratização no Brasil
1989: Queda do Muro de Berlim. O físico inglês Tim Berners-Lee cria a
World Wide Web.
1996: Clonagem de Dolly
2001: ataque às torres gêmeas de Nova Iorque e início de uma nova onda
de ações militares abertas na Ásia. Juntamente com a queda do muro de
berlim, esses eventos representam as faces do que chamamos de
globalização.
2008: início deste site
2012: comemoraremos os 40 anos das conferências globais sobre meio
ambiente.
o objetivo
Discute as heranças dos movimentos contestatórios, artísticos de
vanguarda e contra-culturais, em suas relações com a paisagem, a
natureza e o ambiente e com a mudança de comportamentos, procurando
estabelecer uma perspectiva crítica dos processos artísticos e
coletivos contestatórios na sociedade de contemporânea. Propõe
trabalhar um material tematicamente recortado em movimentos culturais a
partir do marco do final da Segunda guerra Mundial,
1. analisar processos criativos e a relação arte-vida cotidiana a
partir da experiência vivenciada até sua constituição como produto,
2. adotar a experiência e a experimentação como base para a
investigação crítica das percepções e valores pré-concebidos em relação
à paisagem e às sensibilidades que assim se mobilizam,
3. confrontar o ambiente acadêmico com formas de valoração e
organização externas a esse ambiente e às suas lógicas de organização e
perpetuação, esperando gerar uma tensão crítica que contribua para
discutir o papel da Universidade, do conhecimento narrativo e da
sensibilidade artística,
4. disponibilizar um material de apoio didático, que contribua para um
resgate da memória e compreensão das transformações recentes em nossa
sociedade, sob imenso impacto da tecnologia, do consumismo e da
urgência,
5. estabelecer processos experimentais de vivência, sensibilização e
crítica a partir do estudo de movimentos culturais e seus processos
criativos.
sobre o projeto
A fase atual destas indagações inicia-se em 2007 e 2008, com a criação
de uma nova disciplina no Programa de Pós-Graduação da Faculdade de
Arquitetura e Urbanismo da USP, Área de Concetração Paisagem e Ambiente
(AUP5883 Paisagens Vivenciadas - Da Contra-Cultura a
Contemporaneidade), com a criação do ambiente virtual
code4557687196.bio.br e com a publicação em 2007 do livro Confissões
às Sombras
do Entardecer e Outros Escritos e mais recentemente com os
trabalhos Paisagens Vivenciadas e com o livro publicado em
2011, As Paredes, A Paisagem, As Formas da Morte, As
Possibilidades da Vida. Mas as primeiras aproximações com o
tema remontam ao tempo de estudante, na década de 70, decorrentes da
experiência cotidiana. Conduziram depois a uma série de intervenções e
ações e experiências com teatro e artes. As experimentações mais
recentes foram realizadas no âmbito do Projeto Espiral da Sensibilidade
e do Conhecimento (ou Espiral dos Sentidos), que tinha como um de seus
objetivos o desdobrabento de princípios e experimentações por ambientes
múltiplos.
A Espiral deu uma amplitude mais complexa às experimentações com a
inernet, cujas primeiras aventuras em organização de sites e sistemas
de comunicação virtual com alunos que remontam a 1998. Em 2000 criei o
domínio ambiente.arq.br e em 2005 a revista digital independente
linguagens.ato.br (a partir de 2008 sob responsabilidade de Aion
Poéticas da Paisagem e Ações Socioambientais), a par de uma série de
experimentações de teor pessoal e subjetivo bastante intensas. Uma nova
condição no uso desses recursos se colocou nesse tempo, com o
surgimento de várias propostas de interatividade cuja tecnologia não
domino. Essas experimentações levaram a conhecer grupos de artistas e
ativistas organizados em coletivos, com uma afinidade de questões e com
uma troca rica que estabelecemos. A Espiral desdobrou-se, finalmente,
em um coletivo de pesquisa e ações culturais e ambientais, denominado
Aion. No momento passo a experimentar as possibilidades e implicações
culturais mobilizadas pelos softwares livres, levando-me à utilização
do sitema operacional Ubuntu, licenças livres, OpenOffice e outras
ferramentas, levando a desenvolver os trabalhos a partir de máquinas
que rodam com softwares não proprietários, a exemplo deste site (que
ainda utiliza flsh em alguns arquivos) e do site do aion, já
convertidos a este formato.
Antes de mais nada, minhas experimentações com a rede são
experimentações de linguagem em um sentido amplo. A web é um poderoso
instrumento comunicativo, cada vez mais integrado na vida cotidiana, de
modo que cerca de 2001 criei o experimento Jardim de Segredos, na forma
de um diário poético realizado com poesias e desenhos até cerca de
2005. A partir de 2005 oadaptei a experiências com o orkut, chegando em
2008 a uma nova proposta expressa em um domínio jardins.bio.br. Deve-se
destacar também a experiência entre 2000 e 2003 do ambiente brasil,
hospedado so site ambiente.arq.br (onde ainda pode ser consultado), e
da revista Brasil lá criada, apenas com material produzido por mim e
que tinha em embrião muitos dos elementos que serão aqui explorados em
maior profundidade. Cumpre a um site tanto a possibilidade de
divulgação e informação de qualquer tipo, seja profissional e cultural
(no meu caso), quanto a possibilidade de recurso de apoio didático, com
o que tenho trabalhado muito.
Mas é também, para mim, espaço para experimentação artística, motivação
bastante forte na minha relação com esse recurso e com outras esferas
do cotidiano, sobretudo como possibilitam ao processo de conhecer em
experiência, em tensão entre esferas da subjetividade e do público. Em
certo sentido, cada website é uma longa e instável obra artística,
talvez minha maior experimentação nessa direção nos últimos anos. O
próprio website é uma mensagem artística. Não só isso, mas esses 4
domínios, vistos em conjunto, hoje são parte da Espiral da
Sensibilidade, e seus significados são necessariamente trabalhados
agora na articulação da idéia da Espiral. Transcendem, embriagam e
embriagam-se em aspectos da vida acadêmica, da subjetividade e dos
valores que me motivam a construir buscas e um conhecimentofundado mais
na experimentação do que na organização teórica a priori.
licença de uso
Todo o material do site é disponibilizado sob uma licença livre nos
seguintes termos:
1. Você é livre para copiar
e distribuir o conteúdo deste site, desde que citando a fonte e
disponibilizando esse conteúdo a terceiros de forma igualmente livre e
sob esta mesma condição.
2. Esta licença não se aplica a conteúdos de terceiros, em especial
imagens e sons, aqui reproduzidos em função de seu interesse
estritamente acadêmico.
3. Em nenhum sentido, essa licença representa cessão de direitos
autorais.
Esse material está em fase inicial de organização e é formado por
anotações de pesquisa, podendo conter imprecisões e equívocos, ou
omissões que esperamos superar. Agradecemos eventuais correções que nos
possa mostrar ou contribuições que queira dar na complementação do
material. Sempre que possível, optamos por anexar material obtido na
Wikipedia. Se desejar colaborar com algum material de sua autoria,
convergente com a proposta do site, sinta-se à vontade para fazê-lo.
A exposição cronológica das informações é apenas um dos modos aqui
adotado para organizá-las, e não se confunde com a história. Outras
estratégias agregam-se, como a mensagem visual, ensaios temáticos,
expressões de subjetividade, dados etc.. Aliás, essas informações não
devem ser tomadas como fatos ou acontecimentos em si mesmas. Necessitam
ser qualificadas, inseridas em contextos e ter os processos
reconstituídos. São informações que no seu conjunto, aos poucos, irão
construindo discursos que este site suporta, mas cujo campo de
realização, dado seu caráter de apoio didático, é outro, é presencial,
é crítico, é de indagação.
Este site é mantido e editado por Euler Sandeville Jr., como atividade
de extensão do projeto 455768719612 que deu origem à disciplina Paisagens
Vivenciadas: Cultura e Contracultura e do meu doutroado As
Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil (199)
que deu origem à disciplina Representações da Natureza e da Cidade
o Brasil. O projeto é desenvolvido no âmbito da Universidade de
São Paulo, mas conta com inúmeros procedimentos e interfaces vitais que
a ultrapassam. Acompanhe por aqui a evolução desse material.
aprender com a cidade, aprender na cidade
|
ESPIRAL DA SENSIBILIDADE E
DO
CONHECIMENTO |
|
Lab Cidade -
Espaço
Público e Direito à Cidade - Faculdade
de Arquitetura e Urbanismo da USP
Núcleo de Estudos
da
Paisagem: Paisagem, Cultura e Participação Social
Rua do Lago 876 Cidade Universitária, Butantã,
São Paulo, SP, 05508-080, (055xx11) 3091-4577
Brasil
docente
responsável: Euler
Sandeville Jr. (FAU USP/ PROCAM USP)
|
|
2012
2011
2010
2009
2008
2007
2006
2005
2004
2003
2001
2000
1999
1998
1997
1996
1995
1994
1993
1992
1991
1990
1989
1988
1987
1986
1985
1984
1983
1982
1981
1980
1979
1978
1977
1976
1975
1974
1973
1972
1971
1970
1969
1968
1967
1966
1965
1964
1963
1962
1961
1960
1959
1958
1957
1956
1955
1954
1953
1952
1951
1950
1949
1948
1947
1946
1945
fim do
mundo
|